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Podcast e réplicas por Mari e Thiago.
Comentários por Natália.

NATÁLIA BROD é madrinha de João Brod, que é afilhado de Thiago Fonseca e filho de Rodrigo Brod (que já foi convidado deste programa), que por sua vez é tio de Natália Brod. Toca piano, violino e violão sem pestana, e não tem banda grunge por ser uma garota delicada - apesar de adorar o uso de exclamações. Define seu gosto musical como semi-ruim. Passou o último ano acorrentada num calabouço em Brasília estudando para o vestibular de Medicina. Passou na Santa Casa de Porto Alegre. Parabéns, guria.

1. Belle & Sebastian - Stay loose

N.Eu gostei mais da letra do que da música em si. Não que eu não tenha gostado da música... só achei enjoadinha. Da primeira vez que eu escutei, gostei da introdução. O sotaque dele é legal. O melhor da música está entre 5:15 e 5:38.

T. Eu não prestei atenção na letra, nem fui atrás dela na internet. Não sou muito fã de Belle & Sebastian. Antes dos 5:15, já to pulando de faixa, normalmente. Mas não faço isso com as músicas deste pod que a Mari me faz ouvir. Às vezes (não é este o caso) é uma tortura.

M. A introdução é uma gracinha - adorei o enjoadinha - e esses teclados me lembram muito aqueles bailes de antigamente, geralmente embalados por um órgão eletrônico e um cantor picareta. Até andava com um pouco de bode de Belle&Sebastian, mas essa música me relembrou de que, poxa, belle&sebastian é legall! Adoro a felicidade "aos pouquinhos" que a melodia sugere e esse monte de perguntas lançadas ao longo da letra. Quanto à melhor parte estar entre 5:15 e 5:38, não sei se concordo. Fico com o que se passa entre 2:07 e 2:27.

2. The Polyphonic Spree - Hold me now

N. Essa foi a minha preferida!
Achei essa música muito simpática! O cilpe é uma graça! Os arranjos são muito legais. A música é toda muito bem preenchida. Parece que tudo foi feito com o maior cuidado pra tudo se encaixar. E não deve ser fácil ajeitar tudo isso numa banda com tanta gente. Pelo menos eu acho que não.

T. Essa é uma das minhas preferidas deles. Lembrei dela esses dias, quando ela tocou no rádio e, pelos primeiros segundos, eu achei que fosse "Your mother should know", dos Beatles. Não lembra?

M. Não, não me lembrou. E também não achei essa música super. Sei lá, fiquei com um pouco de receio, culpa da melodia que sobe e desce, vai e volta. Claro que o corinho "hold me now" aparece na hora certa, pronto pra me resgatar. Mas então, já lá encima, solta minha mão e me deixa cair de novo. Gosto da banda, a canção tem seus momentos mas, pra contrariar, elegeria Have a Day/ Celebratory como minha preferida.

3. Elastica - Nothing stays the same

N.A Justine teve um caso com Damon Albarn. E a banda dos dois está no pod essa semana! Foi de propósito? Essa música me lembra a época que eu via MTV na década de 90 e achava tudo muito estranho...o Thunderbird é de quem mais me lembro. Eu era muito nova, mas escutando a música tive a mesma impressão que tive naquela época. Não achei ruim. Só estranha! Mas estranha de um jeito bom até!

T. Eu já tinha reparado nessa coincidência Justine & Damon (um dos casais mais legais dos anos 90), mas não foi de propósito não. Não sei se é uma música estranha - mas pra mim, tem uma peculiaridade: é que a letra parece mais de um poema que de uma música. Quem puder, confira.

M. Já minha impressão é que as elásticas optaram pelo minimalismo absoluto nessa música: poucos intrumentos, efeitos controlados e voz de quem está batendo um papo mais chegado. É estranha talvez, por ser tão confidencial. Assim, como um poema.

4. The Breeders - Wicked little town

N. Eu gostei dessa! Achei tristinha, mas gostei. Tem cara de dia de chuva. A segunda voz é ótima!

T. É, é meio isso. dia de chuva, garoa... Essa "wicked little town" deve ser São Paulo. Eu até já comentei isso pra Mari (porque a gente não faz o Roupa Suja só profissionalmente, a gente fica trocando comentário de músicas na vida real também).

M. Ouié. E para provar que brincamos também fora do serviço e que a informação liberada pelo Fonseca procede, vasculhei minha caixa de entrada e eis o referido email (enviado em 27/07/2007 precisamente às 18:45): "essa é uma música sobre são paulo, não há dúvida. são paulo é uma cidadezinha bizarra. realmente uma cidadezinha, com a peculiaridade de ser enorme, quase infinita. tenho essa convicção desde que passei a morar no centro. não se ouve essa música em santos ou em araraquara. ela tem uma angustiazinha de isolamento bem paulistana. mas não é só isso. tem uma ternurinha também. não há dúvida. uma e outra não se excluem. os diminutivos estão aí porque ela é bonitinha, gostosinha". Bem lembrado, Sr. do Cabelo. E depois ainda implicam com a minha mania de guardar velharias.

5. Blur - The universal

N. Eu gostei muito, muito mesmo, do começo da música. Gostei da música toda até, mas o começo é maravilhoso. Foi a minha segunda favorita. Eu ganhei um cd do blur quando tinha 16 anos, mas nunca tinha dado muita atenção. Depois dessa música, eu acho que eu vou escutar com mais boa vontade o cd.

M. Pananapã panana nana nana e então o mundo passa a girar, as flores desabrocham, sorrisos se abrem e todos os problemas são deixados pra trás. Clima de celebração, mas dessas do novo milênio, sabe? Ao mesmo tempo que te salva, parece incrivelmente assustadora.

T. À la recherche du temps perdu: vai ouvir o seu The Great Escape! Quando ele foi lançado, nem eu tinha 16 anos, e olha que eu... deixa pra lá.