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Podcast e réplicas por Mari.
Comentários por Thiago.

1. Burt Bacharach - Don't go breaking my heart

T.
Musiquinha acolhedora. Sinto que essa mulher é minha amiga há um tempo. Adoro também a parte em que entra uma melodiazinha no fundo que fica meio autista, dá um clima perfeito de descompasso que o título sugere: não saia quebrando meu coração, não entraremos em sintonia assim. Só não queria que ela acabasse tão rápido. Músicas bonitas sempre podem durar um pouquinho mais.

M. Imagino que essa sua sensação de se conhecerem há algum tempo é, justamente, por essa música soar como uma bossa nova. Praia, areia, fim de tarde e melodia que te leva a indagações bobas, como se todo o problema da sua vida se resumisse a fazer ou não sol no dia seguinte. Alguém quebrar seu coração? Imagina. A causa já está ganha, essa canção foi só um charminho a mais mesmo.

2. Pavement - Billie

T.
Finalmente poderei comentar Pavement. Uma música do meu disco preferido deles: Terror Twilight. Tem uns versos que acho fodas, tipo: "I was tired of the best years of my life". Geralmente as letras do Stephen Malkmus me parecem colagens de frases soltas (dadá?), e eu gosto de pegar um ou dois versos favoritos e ressignificar/compreender a música a partir deles. Eu li um comentário uma vez, acho que na Folha de São Paulo, com o qual tive que concordar: para entender as letras do Pavement, é melhor prestar atenção menos nas palavras do que no modo como elas são ditas. Enfim, paro por aqui, por uma questão de espaço, mas poderia ir mais longe. Pavement apavora, como já foi dito e redito.

M. Pavement apavora, Stephen Malkmus apavora, a letra apavora, o modo como correm todas as velocidades na mesma música apavora, as cordas marcadas no início apavoram e o fato de terem uma música com lalalas apavora muito mais. Ficou com medo, falaí?

3. Supergrass - La song

T.
Gostei da dinâmica da música, das passagens de partes, de uns efeitinhos meio eletrônicos, meio guitarras. Acho que tem o melhor refrão desta seleção. É fácil, grudento - porém, sincero.

M. Supergrass é o tipo de programa que vai ser sempre legal, o tipo de amigo que nunca fura, o tipo de diversão que nunca é demais. Ouviria na vitrola da sala bebendo com bastante gente ou no ipod, indo pro trabalho sozinha. Os Supergrass não marcam hora, mas nunca chegam atrasados.

4.Banana Split - Tra la la song

T.
Eu adorava Banana Split (o programa, não o sorvete) quando era criança. Só posso, portanto, dizer que adoro essa música. Muito muito divertida, muito muito alegre. Outra que poderia ser maior. Aliás, se não me engano, nos anos 90 as ex-menininhas do progama fizeram uma regravação dessa música, um pouco mais rock, com guitarras distorcidas e tal. Era bem legal.

M. Já eu - talvez por nunca ter assistido Banana Split - preferia Ula-Ula (sim, o sorvete). Meu pai até brincava dizendo: "o ula-ula da Mariana não é no abacaxi, é na melancia" e eu achava graça. Quanto à regravação que você disse dos anos 90 com a Liz Phair, foi uma das faixas do cd mais vendido da nossa época: Saturday Morning Cartoon's Greatest Hits, lembra? Tinha até Ramones com Spiderman e Violent Femmes tocando a música tema dos Jetsons. Só optei mesmo pela versão original porquê essa todo mundo já deve ter cansado de ouvir.

5. Primal Scream - Dolls

T.
Uma bela música, apesar de ter uma estrutura de rock bem mais ortodoxa do que a do Pavement - estrofe, refrão, estrofe, refrão, solo, ponte, refrão. Já deve ser dessa fase mais recente e saudosista do Primal Scream que, como já disse, eu gosto, mas acho um passo pra trás na carreira deles. Ainda assim, imprescindível numa festa de lalalas.

M. Rolling Stones moderninhos e um tanto mais eletrônicos - isso é tudo o que me ocorre quando ouço (e danço) essa música. Saudosistas? Pode ser.