Podcast e réplicas por Mari e Thiago.
Comentários por Beto.
BETO CALIMAN é outro camaradinha que veio de Santos, mas não se sabe seele é puro sangue porque nunca afirmou ter parentesco com Chorão. Arranjou para Thiago e Mari uma entrevista a alunos de comunicação da FAAP, entrevista aliás cedida há mais de um mês e cujo resultado os ilustres membros deste pod nunca vieram a conhecer. Enfim, ele manja um pouco de música, trabalha em estúdio, participa como assistente de produção em curtas independentes, festinhas undergrounds e não sai de casa sem sua capinha de super-herói.
1. The Doors - Indian Summer
B.SE a memória não falha (e acho que não tô com idade pra isso por enquanto),essa música é do Morrison Hotel. Dá pra ver que aqui o Morrison já tinha desencanado de fazer voz sexy pra seduzir as menininhas porquê já tinha chapado tanto que queria mais era trocar idéia com um pajé,lógico que não do mesmo jeito que o Sting veio fazer por aqui. Musiquinha boa, psicodélico clássico do final dos 60, começo dos 70, dojeito que eu gosto ; )
T. Acho que sua memória não falhou,não. Por outro lado, pode ser que minha memória esteja falhando também.Não é só a idade que causa isso. Acredito que mesmo o Morrison, que morreu jovem, nessa época já não lembrava de muita coisa. Certamente de tanto ficar chapado. Deve causar esse efeito. Acho que sua memória não falhou, não. Por outro lado, pode ser que minha memória esteja falhando também.
M. Qualquer memória falha quando tem The Doors na parada.Ô bandinhapedante com músicas sufocadas! Merecem crédito porquê até tentam dar umempenho, uma pena que o resultado não fique grande coisa.
2. The Pixies - Caribou
B. Essa música me faz ver como às vezes sou meio conservador com música, porque desafinada na voz de fato me incomoda, por mais que algumas pessoas vejam como estilo. Voz desafinada só a do Bob Dylan, mas a guitarrinha simples e sujinha do começo me agrada.
T. Se você não tem idade pra ter falhas de memória, tem menos ainda pra ser conservador. O que se passa com esses jovens de hoje, Mari?
M. Excesso de produto industrializado, Fonseca, deve ser isso. Como criticar o vocal mais bem louco e flexível do planeta? Só com muito conservante no organismo.
3. White Stripes - You don't know what love is (You just do what you're told)
B.Não conhecia essa música e com o perdão da palavra, achei FODA! Pegada folk rock, lembrando um Neil Young em seus dias mais inspirados na guitarra, ou então um Lynyrd Skynrd com uma roupagem atual. Maggie White nunca me agradou muito na batera, mas tenho que admitir que aqui ela mandou bem, além do Wurlitzer que só faz a cama mas é essencial pra música ser tão boa. Bãodimaidacontasô!
T. Também não conhecia não e, sem perdão, achei uma foda. Podia ter morrido sem ouvir.
M. Não dá ouvidos pro Thiago, Betinho....ele fica assim quando entra de férias da Filosofia. Ah, em tempo: Meg White. É ela que senta a mão na bateria enquanto o Jack contorce seus dedos e sua voz.
4. Sonic Youth - Superstar
B. Confesso que de Sonic Youth não manjo quase nada, mas essa música eu conheço e curto mais do que a original do Carpenters, principalmente o violãozinho e a voz que na mixagem chaparam de reverb. A música parece que vai ficar triste o tempo inteiro, até o refrão, onde resolve dar uma animada, meio que querendo dizer: “hei, pode ficar triste, mas nem tanto!”
T. Acho que ela é triste o tempo inteiro, mas no bom sentido. Tanto quanto a versão dos Carpenters, que acho que nem é a original: eles só teriam feito a primeira versão famosa. Mas posso estar enganado.
M. Pode, mas tenho certeza que o Thurston Moore não estava quando cantou essa canção. Todas as frases mais bonitas de serem ditas - juntas - em uma única música.
5. The Beatles - Tomorrow never knows
B. Última música do Revolver, álbum que fica entre meu TOP 3 dos melhores álbuns dos Beatles, junto com Rubber Soul e Magical Mystery Tour, apesar desse TOP 3 mudar constantemente. A primeira frase da música já deixa evidente qual é o seu propósito: “Turn off your mind, relax”, como uma hipnose, convidando quem ouve a música a entrar na viagem psicodélica que os sintetizadores, a bateria do Ringo e a guitarra do George propõem. A influência de música indiana também dá um gostinho especial em ouvir “Tomorrow Never Knows”, talvez de curry. Ótima música pra finalizar o Revolver e esse podcast.
T. Tu-tu-pá!
M. Guein-guein gue-rererein rerein.


