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Podcast e réplicas por Thiago.
Comentários por Mari.

1. Bright Eyes: Haligh, haligh, a lie, haligh

M. A canção começa morna...vocal tímido que só se arrisca ser um pouco mais soltinho no refrão, quando com ele entra a segunda voz. E então aproveita que está acompanhado mesmo e mostra pra todo mundo que não anda nos melhores dias: tá despirocado, um coitado, pirou-o-cabeção-e-a-culpa-é-toda-sua. Belos gritinhos! No fim, a temperatura esquenta - mas não o suficiente para queimar o ouvido.

T. Que tal eu ficar falando mal de ti pra todo mundo pra ver se teu ouvido pega fogo? Seria divertido. E nada de morder a gola, que eu não quero morder a língua!

2. Boss Hog: Get it while you wait

M. Clima ameaçador, voz super distorcida que me remete à Moloko, mas melodia que não se decide entre fazer a galera dançar ou sair pra comprar uma cerveja no bar. Na real, achei bem chatinha.

T. Freqüentadores deste podcast: M. reclamou pra mim nos bastidores que eu a tenho aloprado demais. Portanto, estou moralmente proibido de dizer "Chatinha é tu!", apesar de ela praticamente ter dado a deixa. Então vou ter que fazer uma pergunta: desde quando uma melodia precisa se decidir? Músicas, como pessoas, são indecisas.

3. Snow Patrol - Starfighter pilot

M. Música legal pra pista de dança, para o momento em que o estrobo começa a girar e a luz negra acentua dentes e drinks coloridos. Muito barulhinho, muito efeitinho...bacana, vai. Mas tirando todo o cenário,ela fica meio sem graça.

T. Concordo que é uma música que depende de toda uma contextualização. Mas como tu conseguiu descobrir isso no teu quarto?

4. Afghan Whigs - Be sweet

M. Eles são malandrões, cheios de suingue e desmoralizam o Wando no quesito sensualidade. Cinco vivas para o gogó de Greg Dulli.

T. O que uma bronca (vide espisódio Première, atualmente disponível no Lavanderia) e um Wikipédia não fazem as pessoas descobrir, né? Só não pareceu muito sincero, pela comparação com Wando. Mas tudo bem. Cinco palmas pra uma música que começa com "Ladies, let me tell you about myself: i got a dick for a brain" e termina com "Baby, you be sweet". É como disse o Kevin Barnes, do Of Montreal, na entrevista para o Pitchfork: o indie-rock carece de malandragem e sexo.

5. Mad Season - River of deceit

M. Se essa música já existisse na época seria, sem sombra de dúvida,escalada como trilha daquele filme ultra anos 90 do Cameron Crowe chamado Vida de Solteiro, lembra? Matt Dylon, Brigitte Fonda e participação especial (e brevíssima) das maçãs do rosto mais bonitas do rock: Eddie Vedder. Acho que conheci Alice in Chains e Soundgarden ali,nos idos de 93. Grunge até dizer chega.

T. Lembro sim. Lembro também que tu fez a mesmíssima consideração sobre as bochechas rosadas do Eddie Vedder no episódio EUA 90. Lembra?