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Podcast e réplicas por Mari.
Comentários por Thiago.

1. Death Cab for Cutie - Earth angel

T. A versão original é melhor, como sói acontecer. Não gostei dos efeitos na voz - serão ecos? De qualquer maneira, inevitavelmente me faz lembrar do baile submarino no De volta para o futuro, sem dúvida o filme (os três) mais marcante da minha vida. Sem piada. Preciso reencontrar minhas dissertações sobre viagens no tempo. São muito instrutivas.

M. A última lembrança que eu tenho do De Volta para o Futuro é o Gui (nosso segundo convidado) em casa, assistindo o filme amarradão e se recusando a sair conosco pra uma cerveja no dia do próprio aniversário. Quanto à música, acho fofa essa versão - embora conheça muito pouco de Death Cab for Cutie (primeira banda do Ben Gibbard, vocalista do Postal Service) adoro o suspirinho que ele dá antes de começar a cantar...parece que está tomando fôlego pra dizer o que estava ensaiando há muito tempo.

2. Elvis Presley - Don't be cruel

T. Um twistizinho no qual Elvis xaveca uma mina. Acho que ele consegue convencê-la a ficar com ele antes do fim da música, sinto isso. Fechando os olhos, quase a vejo dando aquele sorriso de quem já se entregou. Já vi isso acontecer na balada.

M. Não tenho a menor dúvida de que a garota caiu rapidinho no papo. O Elvis, além de um gatinho, tinha aquelas costeletonas, aquele rebolado, a voz macia. E, poxa, compôs uma música só pra dizer pra ela pegar mais leve com seus sentimentos tão puros. Eu também cairia, fácil fácil.

3. The Cramps - Like a bad girl should

T. Posso simplesmente dizer que não gostei? Não me vejo curtindo essa música em nenhuma situação. Imagino um zumbis dançando: balançam a cabeça como se dissessem "sim" incessantemente. Deve ser minha implicância com 97% das bandas que começam com "The". ... Deveria simplesmente ter dito que não gostei.

M. Concordo que essa música não seja lá umas das mais legaizinhas e também acho que os caras do The Cramps são realmente estranhos. Acontece que o clipe dela me intriga (mesmo não tendo lhufas a ver com zumbis): um bando de machões usando mais maquiagem que a Hebe Camargo e algumas lindas mulheres bancando bonecas infláveis com aventaizinhos de empregada. Bizarro assim mesmo. Fico me perguntando que espécie de pessoa cria algo desse tipo. Liberou o bom senso pra um rolê, certeza.

4. Iggy Pop - Louie Louie

T. Iggy Pop é um cara influente. Eu poderia jurar que essa era uma música do Mudhoney. O que é muito bom. Essa música é daquele tipo que tu conhece na balada e da qual não se esquece nunca mais.

M. And now, the news: essa é a trilha de abertura e encerramento de "Sobre Cafés e Cigarros" e foi só depois de ter assistido ao filme que conheci essa versão da música (já regravada por trocentas outras bandas). Mas sendo Iggy Pop O cara, não poderia acontecer diferente...adoro a maneira sacana com que ele diz "Louie, Louie". Deixa as palavras mais leves pra sentar a mão nos instrumentos.

5. Stray Cats - I fought the law

T. Vamos lá. Sempre tive Stray Cats como a escória da música. Não gosto de bandas retrô, billie e tal. Acho uma postura muito conservadora pra ser rock. "Ah, os bons tempos". Sem contar que é quase um retorno a uma infância de ouro, o que me parece um caminho velado de despolitização. "Ah, quando cuidavam da minha vida". E tralalá. Só pra complementar, pelo fato de ser outro cover: ouvi falar que na versão do Dead Kennedies a letra é "I fought the law and I won". Daí sim. Aqui, só as palminhas prestam.

M. Quanto rancorzinho! Que falta de axé! Alegar motivos políticos pra curtir só as palminhas da música é golpe muito baixo. Super prejudicial pro meu astral, você.